Laura e Renisson Almeida da Silva, de 12 anos

A família de Renisson descobriu a leucemia há seis anos. De acordo com relatos de Laura Almeida, mãe, Renisson tinha seis anos e começou a sentir dores nas juntas como se fosse um reumatismo. Renisson sofreu dois meses em Espinosa tomando injeção para amenizar as dores até ser encaminhado para Montes Claros. Na consulta, a médica fez os exames que identificaram a Leucemia Linfática Aguda. Esta é mais freqüente nas crianças abrangendo 25 % de todos os cânceres em crianças menores de 15 anos. E sugeriu já iniciar o tratamento. Como a família é de Espinosa, não compensaria voltar pra casa. Então, foram encaminhados para a Casa de Apoio da Fundação Sara no dia 05 de janeiro de 2005. 

“Foi muito inseguro chegar na Fundação porque não sabia de nada, não conhecia nada da casa, regras. Tudo era muito novo: a cidade, a doença do meu filho e hospedar numa casa que não conhecia ninguém”, descreve Laura. Eu tenho três filhos. Os deixava com a avó para acompanhar Renisson no tratamento em Montes Claros.

Laura e Renisson chegaram a ficar seis meses direto em Montes Claros, pois não compensava enfrentar a distância para ficar dois dias em Espinosa. Foi um ano de tratamento. Veio a cura e a revisão ficou de mês em mês. Dois anos e meio depois, durante uma revisão, detectou que a leucemia tinha voltado. Iniciou o tratamento novamente. “Dessa segunda vez foi mais difícil, tanto pra mim quanto pra ele porque já sabíamos tudo o que íamos passar. Ele enfrentou o tratamento com mais medo. E eu fiquei com medo de perder meu filho, achava impossível a segunda cura. Mas passou e tudo valeu a pena”. No dia 15 de fevereiro deste ano foi confirmada a cura de Renisson.

“Fundação Sara é nossa segunda família e não sabemos nem como agradecer tudo que recebemos”, emocionada, Laura descreve o que a Entidade representa para a cura do filho. E completa “aqui na Fundação todo mundo é família, cada mãe que chega, nós queremos apoiar porque vivemos os mesmos medos e angustias. É uma forma de retribuir o apoio que tive”. 

E Renisson manda uma mensagem para os outros assistidos que ainda estão na batalha pela cura: “nunca desistam, porque vale a pena fazer o tratamento direitinho e receber a notícia da cura”.




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